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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mapa da Violência aponta aumento de homicídios contra crianças e adolescentes no país

A taxa de homicídios entre crianças e adolescentes no Brasil entre 1980 e 2010 cresceu 346%. Isso é o que aponta o novo Mapa da violência 2012 – Crianças e adolescentes do Brasil, divulgado nessa quarta-feira (18). O elevado índice de assassinatos de meninas e meninos colocou o país em 4° lugar em uma lista de países com maiores taxas de homicídio entre crianças e adolescentes.

De acordo com a pesquisa, durante as três décadas analisadas, mais de 175 mil meninos e meninas de zero a 19 anos de idade perderam suas vidas para a violência. Somente em 2010, 8.686 crianças foram assassinadas no país.

O estudo alerta para o fato de que, nesses 30 anos, enquanto as taxas de mortalidade de crianças e adolescentes por causas naturais diminuíram, os índices de morte por fatores externos aumentaram. Destaque para homicídios, acidentes de transporte e outros acidentes. Segundo o relatório, em 2010, essas três causas representaram mais de 90% do total de mortes de crianças e adolescentes por causas externas, ficando o assassinato em primeiro lugar (43,3% das mortes), seguido por acidentes de transporte (19,7%) e outros acidentes (19,7%).

O que mais chama a atenção é o crescimento do número de assassinatos. Em 2010, 8.686 meninos e meninas foram mortos/as no país, representando uma taxa de 13,8 homicídios para cada 100 mil crianças e adolescentes. Dez anos antes, a taxa era de 11,9 para cada 100 mil.

"Dentre os 99 países com dados recentes nas bases estatísticas da Organização Mundial da Saúde, o Brasil, com sua taxa de 13,0 homicídios para cada 100 mil crianças e adolescentes, ocupa a 4ª posição internacional, só superada por El Salvador, Venezuela e Trinidad e Tobago”, destaca.

O documento ainda mostra a diferença das taxas por unidades da federação e municípios. De acordo com a publicação, enquanto estados como Piauí e São Paulo apresentam índices de homicídios de 3,6 e 5,4 para cada 100 mil, respectivamente; em Alagoas e Espírito Santo, essas taxas sobem para 34,8 e 33,8.

Mobilizações
Preocupadas com o elevado número de homicídios no Espírito Santo, organizações sociais e juvenis promovem a Campanha Estadual Contra a Violência e o Extermínio de Jovens. A ideia é chamar a atenção da sociedade e dos representantes de governo para as altas taxas de violência contra a juventude do estado.
Integrantes da Campanha convocaram, para esta quinta-feira (19), um ato público no Centro da capital capixaba para alertar a população para a realidade enfrentada por jovens no estado. A programação contemplou apresentações culturais, lançamento de cartilha sobre a Campanha e lançamento do Pacto em Defesa da Vida da Juventude, documento que será apresentado aos/às candidatos/as das eleições municipais deste ano.

Violência policial
A violência contra a juventude também foi tema de debate na noite de ontem (18), em São Paulo (SP). O encontro, promovido pelo Fórum Hip Hop municipal de São Paulo, destacou a violência policial contra a juventude negra no estado.

A atividade reuniu movimentos sociais, organizações de defesa dos direitos humanos, Pastoral Carcerária, Defensoria Pública, entre outras entidades para discutir o problema da violência policial no estado e buscar estratégias para denunciar a situação. No encontro, os/as participantes acordaram em criar uma comissão para realizar uma audiência pública sobre o caso e promover uma campanha contra a violência promovida por agentes do Estado.

Karol Assunção
Jornalista da Adital
Com informações de agências.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Cáritas Brasileira lança III Prêmio Odair Firmino de Solidariedade

Em 2012, o tema da terceira edição do Prêmio Odair Firmino é Juventude, Desenvolvimento e Solidariedade. Semeando Direitos, colhendo Vidas. A temática da juventude busca pautar questões relacionadas com os jovens organizados, que visam incentivar o protagonismo e a conquista de direitos.

O prêmio selecionará experiências que possuam como uma das características, inclusão digital, inclusão social, combate a violência e extermínio de jovens, ações produtivas, geração de trabalho e renda por meio da Economia Solidária, formação de jovens, participação da juventude na construção de políticas públicas, entre outras características, segundo regulamento.

As inscrições para o III prêmio começam no próximo dia 10 de julho e vão até o dia 10 de setembro, através do site oficial da premiação. AQUI

Este ano os três primeiros colocados irão receber, além de um troféu e um certificado, um prêmio em dinheiro de R$ 10 mil para o primeiro lugar, R$ 5 mil para o segundo e um prêmio de R$ 3 mil para o terceiro.

O Prêmio Odair Firmino faz parte da Semana de Solidariedade, promovida pela Rede Cáritas todos os anos, de 5 a 12 de novembro.

Prêmio Odair Firmino
Lançado em 2010, em Brasília (DF), o Prêmio já contou com a inscrição de mais de 80 projetos, nas duas edições anteriores. Em 2010 o prêmio tinha como objetivo promover as ações de grupos em defesa da vida e valorizar o protagonismo dos brasileiros excluídos pelas políticas públicas. O projeto vencedor foi “Veredas Vivas”, da Agência 10envolvimento, comunidade Ponte de Mateus, localizada no município de São Desidério, interior da Bahia.

Em 2011, com o tema “Mulher, Meio Ambiente e Desenvolvimento”, o prêmio teve como objetivo apresentar a luta e as ações de mulheres organizadas em grupos, que historicamente visam construir uma humanidade viva em harmonia com a natureza. A experiência vencedora foi “A luta das mulheres indígenas pela igualdade de direitos e qualidade de vida de seus povos” da Comissão de Organização de Mulheres Indígenas do Sul da Bahia (Comisulba).

O Prêmio Odair Firmino tem o objetivo de promover a solidariedade e valorizar as experiências e as ações coletivas e reconhecer os esforços das organizações, associações, entidades e grupos populares na defesa da vida.

por Fernanda Nalon, estagiária da assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira / Secretariado Nacional

Suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens no mundo

O periódico especializadoem medicina Lancetpublicou uma série de três estudos que chamam a atenção para um assunto considerado tabu: o suicídio.

De acordo com um desses artigos, assinado por M R Phillips e H G Cheng, essa é a principal causa de morte entre garotas de15 a19 anos. Já entre os homens, o suicídio fica em terceiro lugar, após os acidentes de trânsito e a violência urbana.

Aqui no Brasil, estima-se que o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens, logo atrás de acidentes e homicídios. Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, afirma que “Antes as taxas eram maiores na terceira idade. Hoje a gente observa que, entre os jovens, elas sobem assustadoramente”. Estima-se que entre os jovens, a taxa multiplicou-se por dez de1980 a2000: de 0,4 para4 acada 100 mil pessoas.

O estudo conduzido por Keith Hawton mostra que os adolescentes geralmente evitam procurar ajuda por temerem a opinião dos outros uma vez que seus pensamentos suicidas se espalham pela escola. Também indica outra mudança no perfil dos suicidas. O risco, que sempre foi maior entre homens, está aumentando entre as meninas.

O doutor Howton diz que os efeitos da mídia também são importantes, mas que o assunto só parece ter relevância quando afeta uma celebridade. Ele afirma ainda que há poucas evidências de eficácia de qualquer tratamento psicossocial ou farmacológico, existindo uma grande controvérsia sobre o resultado e a utilidade de antidepressivos.

Já Meleiro acredita que isso se deve a gestações precoces e não desejadas, além de prostituição e abuso de drogas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que os casos de suicídio aumentaram 60% nos últimos 45 anos e que mais de 1 milhão de pessoas no mundo morrem dessa forma todo ano. Mesmo assim, o problema, não é tratado abertamente.

Para a OMS, pouco é feito na área de prevenção. Pesquisadores da Universidade de Oxford, Inglaterra e da Universidade Stirling, na Escócia, dizem que mais pesquisas são necessárias para se compreender quais são os fatores de risco e melhorar a prevenção. Uma das estratégias apontada por eles seria limitar o acesso a meios que facilitem o suicídio, como armas.

Estima-se que no Brasil, ocorram 24 suicídios por dia. Por outro lado, o número de tentativas é até 20 vezes maior que isso. “O suicídio é uma epidemia silenciosa”, acrescenta Meleiro. Ela diz que as pessoas costumam dar sinais antes de uma tentativa.

Cerca de 90% dos suicídios estão ligados a transtornos mentais.”O preconceito em torno das doenças mentais faz com que as pessoas não procurem ajuda. Acredita-se que perguntar se a pessoa tem pensamentos suicidas vai estimulá-la, mas isso pode levá-la a procurar ajuda”, diz Meleiro.

Fonte: Gospel Prime